23 de jun de 2011



Quantas vezes pensamos em desistir Deixar de lado o ideal e os sonhos
Bater em retirada com o coração amargurado pela injustiça
Quantas vezes sentimos solidão Mesmo cercado de pessoas...
Lutamos por uma causa perdida Quantas vezes aquela lágrima teima em cair
e pedimos a Deus um pouco de força, um pouco de luz E a resposta vem, um sorriso, um olhar cúmplice Um bilhete, um gesto de amor E Deus nos abençoa e nos mostra o caminho E a gente insiste prosseguir, em acreditar...
Temos a missão de ser feliz !

Nenhum comentário:

Postar um comentário

(Marcos Ernani)

"Deveríamos ser sensíveis como as crianças,
que sentem alegria nas pequenas coisas..."


Adeus,


que é tempo de marear!



Por que procuram pelos olhos meus

rastros de choro,

direções de olhar?



Quem fala em praias de cristal e de ouro,

abrindo estrelas nos aléns do mar?

Quem pensa num desembarcadouro?

- É hora, apenas, de marear.



Quem chama o sol? Mas quem procura o vento?

e âncora? e bússola? e rumo e lugar?

Quem levanta do esquecimento

esses fantasmas de perguntar?



Lenço de adeuses já perdi...Por onde?

- na terra, andando, e só de tanto andar...

Não faz mal. Que ninguém responde

a um lenço movido no ar...



Perdi meu lenço e meu passaporte

- senhas inúteis de ir e chegar.

Quem lembra a fala da ausência

num mundo sem correspondência?



Viajante da sorte na barca da sorte,

sem vida nem morte...



Adeus,

que é tempo de marear!



CECÍLIA MEIRELES